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Tese de doutoradoDefendida

Ressonância e Relaxação Nuclear no GdCo2

Antônio Carlos Barata

Resumo

Foi realizado um estudo dos espectros de ressonância magnética nuclear e de relaxação do 59 Co no composto intermetálico GdCo2 , de 4,2 K, usando a técnica do ecode spin. Esse composto é ferrimagnético, ordenando-se abaixo de 405 K. Na região de baixas temperaturas, até cerca de 200k, o espectro de ressonância se compõe de apenas uma linha, o que é consistente com uma direção [100] de fácil magnetização. À 4,2 k, a frequência de ressonância é (61,6 ± 0,1) MHz. Acima de 240 k o espectro é constituído de duas linhas resolvidas, com razão de população próxima a 1/3, o que indica uma direção de magnetização [111], a qual se mantém até 330 K. Observou-se, neste trabalho, em todo o intervalo de temperatura estudado, um decaimento oscilatório do eco primário, devido à interação quadrupolar dos núcleos 59 Co. A frequência da oscilação, a 4,2 K, é (672 ± 3) KHz. Na região de altas temperaturas a interação quadrupolar é observada apenas no pico satélite. A frequência da interação quadrupolar medida decresce com a temperatura de uma forma aproximadamente linear. O tempo de memória de fase (TM) e o de decaimento de eco estimulado (TN ) foram medidos em função da temperatura e de outros parametros relevantes, como frequência de excitação e campo magnético aplicado. Os valores de TM situam-se entre alguns μs a 330 K, e centenas de μs A 4,2 K. Os valores de TN são maiores que os de TM por uma fator entre dois e dez. As dependências térmicas das taxas de relaxação (TM -1 E TN -1 ) apresentam anomalias, constituídas, ambas, por máximos pronunciados nas temperaturas de 20 K e 40 k. Esses máximos são interpretados, de acordo com os modelos propostos por Herzog e Hahn (1956) e por Mims (1968), em termos dos efeitos da relaxação spin-rede de impurezas com momento magnético. Segundo esses modelos, quando o tempo de relaxação das impurezas é da ordem do tempo de relaxação (T2 ou T1 ) dos núcleos ressonantes, estes senten um campo local flutuante com tempo de correlação capaz de provocar defasagens entre eles. Isto resulta num decaimento mais rápido de eco primário ou do eco estimulado. Conclui-se, deste estudo, que as impurezas responsáveis pelos máximos em concentrações da ordem de 500 ppm.

Dados da publicação

Autores
Antônio Carlos Barata
Tipo
Tese de doutorado
Status
Defendida
Data de publicação
05/07/1988
Instituição
CBPF
Data de defesa
01/04/1988
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