Equações Relativísticas de Movimento de Reações Nucleares a Altas Energias
A. C. dos Reis
Resumo
O modelo de equações clássicas de movimento (ECM) tem sido largamente utilizado no estudos das reações nucleares relativísticas (RNR). Há, no entanto, uma limitação séria neste modelo: sua formulação não covariante não permite que seja aplicável em energias superiores a algumas centens de MeVnucleon, fora, portanto, da região onde os fenômenos mais notáveis são esperados. Neste trabalho discutimos as possibilidades de extensão do modelo ECM a energias relativísticas. Isto depende não só de uma formulação covariante para a interação nucleon-nucleon clássica, mas também da viabilidade de se integrar numericamente as equações de movimento resultantes. A covariância da interação nucleon-nucleon requer a presença do momentum de interação, o que é feito incluindo os graus de liberdade de um campo mesônico escalar clássico nas equações de movimento. A integrabilidade das equações de movimento é analisada no problemas de dois corpos. Os efeitos da radiação de um nucleon acelerado sobre a sua própria trajetória implicam na presença de uma derivada temporal da aceleração nas equações de movimento. Este termo é responsável pelo surgimento de infinitas soluções que não satisfazem às condições de contorno. Um estudo comparativo do problema análogo na eletrodinâmica (equação de Lorentz-Dirac) mostra que a única maneira de se resolver as equações de movimento parte de um estado final conhecido e de um andamento inverso no tempo (t = + → t = - ). O mérito do modelo ECM, no entanto, está na possibilidade de obter informações a respeito dos estados intermediários e finais nas RNR partindo de estados iniciais conhecidos.
Dados da publicação
- Autores
- A. C. dos Reis
- Tipo
- Dissertação de mestrado
- Status
- Defendida
- Data de publicação
- 16/12/1985
- Instituição
- CBPF
- Data de defesa
- 16/12/1985