Estudo de Interações Hiperfinas no V2O3 por Correlação Angular
Paulo Roberto de Jesus Silva
Resumo
A interação hiperfina no V2O3foi estudada em função da temperatura por medidas de correlação angular tempo-diferencial perturbada. Os espectros de correlação angular das primeiras amostras não apresentaram um padrão para uma interação quadripolar única no sítio do núcleo sonda, no caso do Cd111, embora a análise de Raio-X revelasse a estrutura do V2O3, indicando que, apesar dos resultados de Raio-X, a estrutura da rede cristalina produzida por esta forma de sinterização deve ser irregular, ao menos próximo ao núcleo sonda. Somente quando as amostras foram, imediatamente após a sinterização, reduzidas em fluxo H2 a 800 C, os seus respectivos espectros de correlação angular passaram a exibir o padrão esperado. Observou-se uma interação quadripolar elétrica pura na fase metálica e uma interação combinada de dipolo magnético e quadripolo elétrico na fase isolante-antiferromagnética. O gradiente de campo ele´trcio sofre uma variação brusca na transição metal-isolante em T+ 160 K passando de 8,2 x 1017 vcm2 na fase isolante para 6,3 x 1017vcm2na fase metálica, porém varia suavemente com a temperatura em T = 450 K onde também ocorrem variações na resistividade. O campo magnético hiperfino no Cd111 na fase antiferro-magnética do V2O3 tem um valor de saturação de 15(1) KOe e forma um ângulo β = 68 (2)0 com a direção da componente principal do gradiente de campo elétrico. O campo deixa de existir na temperatura da transição isolante-metal.
Dados da publicação
- Autores
- Paulo Roberto de Jesus Silva
- Tipo
- Dissertação de mestrado
- Status
- Defendida
- Data de publicação
- 19/12/1985
- Instituição
- CBPF
- Data de defesa
- 02/02/1985