Vórtices Autoduais do Modelo Maxwell-Chern-Simons-Higgs Com Acoplamento Não-mínimo
Marcony Silva Cunha
Resumo
Neste trabalho construímos uma versão supersimétrica do modelo Cremmer-Scherk-Kalb-Ramond (CSKR) com um termo de acoplamento não-mínimo entre a matéria e um potencial de gauge 2-forma. Reduzimos dimensionalmente o modelo (de quatro para três dimensões) e, após algumas identificações convenientes entre seus campos, identificações essas que preservam a supersimetria existente, obtemos um modelo supersimétrico N=2. A parte bosônica do modelo N=2 é precisamente o modelo Maxwell-Chern-Simons (MCS) com um termo de momento magnético anômalo em cuja análise estamos interessados. A partir de um campo escalar auxiliar, advindo da supersimetria, conseguimos encontrar o potencial de Higgs correspondente a fase de Bogomol’nyi do modelo. As equações autoduais resultantes são válidas para quaisquer valores da constante de acoplamento não-mínimo, em contraste com estudos anteriores. Para o caso crítico g =gc, onde a lei de Gauss e de primeira ordem, encontramos explicitamente vórtices topológicos e não topológicos para o modelo. Nesse caso, no limite onde a massa topológica é infinita, o potencial comporta-se como o potencial de Higgs típico do modelo Chern-Simons (CS) puro, como esperado.
Dados da publicação
- Autores
- Marcony Silva Cunha
- Tipo
- Tese de doutorado
- Status
- Defendida
- Data de publicação
- 19/01/1999
- Instituição
- CBPF
- Data de defesa
- 19/01/1999