Estudo da Resistividade em Altas Pressões dos Compostos Baseados em Urânio: U2Rh2Sn e U2Ru2Sn
Jackeline Del Rosario Collave Garcìa
Resumo
Neste trabalho realizamos medidas de resistividade elétrica AC em função da temperatura (1,5K até 300K) (ρ(T)) e sob pressão hidrostática (P) até 36kbar em amostras monocritalinas de U2Rh2Sn e U2Ru2Sn. As amostras foram gentilmente cedidas pelo professor. Manoel Leite de Almeida, Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN), Sacavém, Portugal. O objetivo deste trabalho é investigar os efeitos da pressão nas propriedades fundamentais desses compostos. Estes compostos intermetálicos, pertencentes à família U2T2Sn (T=Rh, Ru, Ni, Co ou Fe), cristalizam-se na estrutura tetragonal do tipo U3Si2, que consiste de dois planos alternados, um de átomos de U somente e o outro de átomos T e Sn. Os compostos desta família tornaram-se alvo de intensa pesquisa, visto que eles exibem diversos comportamentos interessantes nas propriedades eletrônicas e magnéticas. Podemos citar o composto estequiométrico U2Co2Sn que apresenta um comportamento de não-líquido de Fermi, em pressão ambiente. Por outro lado, investigamos neste trabalho o composto U2Rh2Sn que é um antiferromagneto com TN~24K e o composto de U2Ru2Sn é um Isolante Kondo abaixo de 37K, ambos à pressão ambiente. A partir das curvas ρ(T ) vs T, no U2Rh2Sn obtemos a variação de TN em função da pressão P. Verificamos que a taxa de variação dTN/dP é muito pequena para conduzir TN a zero, na faixa de pressão investigada. O ajuste das curvas de ρ(T) para T<TN foi realizado utilizando a formulação do espalhamento elétron-mágnon para antiferromagneto anisotrópico, considerando a existência de um gap no espectro dos mágnons. A nálise dos dados para o U2Ru2Sn mostra que p(T) apresenta um comportamento típico de uma rede Kondo entre 300 e 40K. A partir desta temperatura, a resistência cresce rapidamente, incluindo que o composto possivelmente encontra-se numa fase tipo “Isolante Kondo”. Este aumento pode ser explicado considerando a formação de um pseudo-gap (∆) que se abre na densidade de estados eletrônicos. Apesar de as curvas parecerem divergir, uma análise mais cuidadosa mostra que, na verdade as curvas tendem a saturar. Com a aplicação de pressão verificamos a tendência de redução do gap, possivelmente conduzindo o sistema a um estado metálico. Palavras-chaves: antiferromagnetismo, isolante de Kondo, espalhamento elétron-mágnon.
Dados da publicação
- Autores
- Jackeline Del Rosario Collave Garcìa
- Tipo
- Dissertação de mestrado
- Status
- Defendida
- Data de publicação
- 16/10/2008
- Área
- Matéria Condensada Experimental
- Instituição
- CBPF
- Data de defesa
- 16/10/2008