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Tesis de maestríaDefendida

Interações Magnéticas em Sólidos

John Sullivan; L. G. Guimaraes

Resumen

A teoria de Anderson do supercâmbio em isolantes prevê três interações magnéticas: o intercâmbio cinético, que em geral domina e é antiferromagnético, o intercâmbio potencial, ferromagnético, que é uma ordem de grandeza menor e a interação indireta de Bloembergen-Rowland em geral muito mais fraca devido à polarização da rêde diamagnética pelos momentos magnéticos localizados. Dois parâmetros comparecem na teoria de Bloembergen e Rowland: a zona proibida E_g no espectro de energia, entre a banda de valência e a banda de condução e Γ , o intercâmbio entre um elétron 4f e a rêde diamagnética. Um acoplamento indireto dêsse tipo existem também em metais e foi considerado por Ruderman, Kittel e Yosida. Nêste trabalho discutiremos as interações magnéticas, especialmente nos metais e sais de terras raras. Como é sabido, o modêlo simples de Ruderman – Kittel – Yosida permite uma descrição qualitativa de muitas propriedades magnéticas das terras raras metálicas. Do mesmo modo veremos que nos sais de terras raras o acoplamento de Bloembergen-Rowland constitui a interação dominante entre os momentos magnéticos, em virtude do pequeno grau de covalência entre os elétrons 4f e a rêde magnética. Em particular, quando aplicada aos sais divalentes de európio, tais como Eu0 e EuS, a interação de Bloemberg-Rowland favorece o ferromagnétismo, e efetivamente, êstes composto são ferromagnéticos. Além disso, para valôres razoáveis de "Γ" e E_(g ,) obtém-se um bom acôrdo com as medidas experimentais da temperatura de Curie e do calor específico.

Datos de la publicación

Autores
John Sullivan; L. G. Guimaraes
Tipo
Tesis de maestría
Estado
Defendida
Fecha de publicación
28/09/1965
Institución
CBPF
Fecha de defensa
28/09/1965
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